Operação especial russo na Ucrânia
Esse foi o nome dado pelo governo da Rússia para a invasão de guerra feito contra a Ucrânia. Vejamos em que a operação de guerra russo é especial.
Como é fato sabido e notório na mídia mundial, está em curso uma atividade bélica entre a Rússia e a Ucrânia desde fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu o seu país vizinho e outrora parceiro de projetos na área de tecnologia, a Ucrânia, embora que as hostilidade remonte a 2014, quando o governo russo se apoderou com força armada da península da Criméia.
O projeto de expansão territorial russo tem pelo menos duas décadas de intenção e articulação. E isso que eu afirmo é sem dúvida nenhuma possível de provar pelo modo como o governo da Rússia agiu em relação à Ucrânia, senão vejamos.
Só que tem sido noticiado pela mídia, o governo russo propôs a quase duas décadas eliminar as armas nucleares da Ucrânia, alugou desta um território dentro da península da Criméia e instalou uma base militar nesse território, construiu uma ponte super resistente ligando o território Russo à ela, trabalhou em conjunto com os engenheiros da Ucrânia com o objetivo de estar informado sobre os seus objetivos, plantou no governo da Ucrânia e no meio político dela, cidadãos russos ou pró Rússia, financiou grupos de ativistas pró russo para criar movimento separatista em algumas províncias que fazem fronteira com a Rússia, como Donetsk, Kherson e Louhansk, e alegou que cidadãos russos estavam sendo discriminados e maltratados pelo governo da Ucrânia, entre outros argumentos e procedimentos. Tudo de caso pensado pelo seu presidente e o centro de poder político da Rússia, o Kremlin.
Como o governo da Ucrânia possivelmente não percebeu as manobras intencionais do seu outrora “amigo” e parceiro de atividade espacial, industrial e naval, pois a Ucrânia construiu navios e foguetes para a Rússia em conjunto com o staff técnico da Rússia, não só enquanto o bloco soviético não tinha sido desfeito, mas nos anos que se seguiram a isso.
Como o ocidente não interveio na apropriação da Criméia pelo governo russo, isso fortaleceu a ideia do governo russo de quê a invasão e anexação de outros territórios da Ucrânia também não teria intervenção do ocidente.
Não bastasse tudo o que já descrevemos como atividade intencionalmente de caso pensado pelo governo russo, vários outros projetos foram articulados com o mesmo objetivo, dominar a Ucrânia pela força militar e colocar nela um governo pró russo. Assim, a instalação de uma base militar e o domínio do território da Transnístria foi uma estratégia para cercar a Ucrânia e fazê-la ter que se defender em duas frentes quando da invasão dela no futuro, pois isso também foi feito de caso pensado.
Além da infiltração de agentes nos governos dos países com os quais a Rússia faz fronteira ou que poderiam lhe favorecer no caso de uma escaramuça bélica com algum país limítrofe com a Rússia. Assim, até na Alemanha foi estendido os tentáculos do governo da Rússia, com agentes pró Rússia trabalhando dentro do governo alemão.
Mesmo os gasodutos string 1 e 2 foram feitos para tornar a Europa dependente da energia da Rússia, na intenção de fazê-la não interferir quando da consecução do plano urdido para anexar a Ucrânia ao território Russo.
Tudo isso foi feito de caso pensado. Assim, quando a Ucrânia foi invadida pelo exército russo, ela estava despreparada para enfrentar a força que lhe assaltou com mais de uma centena de milhares de soldados e milhares de tanques e veículos bélicos.
O governo russo mapeou cuidadosamente os pontos considerados frágeis e necessários para serem atacados e colocados fora de combate por ocasião da invasão da Ucrânia, e se dirigiu não apenas para os territórios com movimentos separatistas, mas para Kiev, capital da Ucrânia, já que a sua intenção era eliminar o governo dela, o presidente Volodymir Zelensky.
A confiança do governo russo na sua capacidade bélica era tal, que ele providenciou os uniformes com os quais o seu exército deveria desfilar depois da pretensa vitória sobre a Ucrânia. Não sabendo que “o cavalo é preparado para a batalha, mas do Senhor vem a vitória”. E “maldito é o homem que confia na sua força”.
Mas vamos ver o que mais de “especial” tem na operação de guerra movida pelo governo russo contra a Ucrânia.
Desde a primeira onda de invasão que tem sido denunciado crimes de guerra cometidos pelos soldados russos, como roubo, assassinatos, estupros, deportação de cidadãos e de crianças para o território Russo, e também pelo próprio comando militar russo, constatado por declarações de soldados ucranianos feitos prisioneiros pelo exército russo, bem como por cidadãos ucranianos.
Isso é um padrão de comportamento dos comandantes e soldados russos, mostrando a falta de respeito pelo ser humano e o desprezo deste.
O que esperar de um governo que mandou matar os seus próprios concidadãos e mesmo “amigos” do próprio ditador da Rússia, como alguns oligarcas assassinados com as suas famílias mesmo no exterior? Se os “seus amigos” não estão isentos das suas crueldades, quanto mais o cidadão comum, que é condenado só por dizer que há “guerra” entre um país e outro.
O “comediante”, como tem sido chamado o presidente da Ucrânia, Volodymir Zelensky, tem dado uma verdadeira demonstração de estrategista ao resistir o segundo maior poderio bélico do Globo terrestre, bem como colocado ele em uma situação de vergonha diante de muitos países que tinham nesse país um grande aliado e fornecedor de artefatos bélicos.
Não se admirem se esse governo déspota tiver que aceitar uma rendição vergonhosa de paz. Pois Deus humilha o ímpio, entretanto dá graça ao humilde. Slava Ucrânia!
Guarulhos-Sp, 18/09/2025
Oli Prestes
oliprest
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Enviado por oliprest em 18/09/2025
Alterado em 20/09/2025