Todas as virgens estão dormindo
Jesus declarou que, antes da vinda do noivo esperado por dez virgens, e pelo fato de ele tardar, todas elas adormeceriam. Portanto, a realidade atual é que todas as virgens estão dormindo.
A parábola proposta pelo Mestre refere-se às igrejas. Contudo, não abrange a totalidade delas, visto que há duas estruturas religiosas que correspondem às duas bestas do Apocalipse: uma que subiria do mar e outra que subiria da terra.
Biblicamente, o mar representa povos, nações, multidões e línguas; logo, a primeira corresponde a uma igreja gentílica, estruturada a partir de conceitos pagãos — o falso cristianismo, fundado por Constantino no quarto século da era cristã. A segunda besta é a que surgiria do meio evangélico, cujo líder se faz notar de forma soberba, afirmando que ali já se estabeleceu o Reino de Deus, apesar de este ainda não ter vindo de modo pleno.
Por que as virgens estão dormindo? Quem está dormindo não está morto, mas carece do uso pleno de suas faculdades mentais. Desse modo, o indivíduo subsiste, mas não opera em sua total capacidade. Segundo o ensinamento do Mestre, será dado um aviso à meia-noite de que o noivo está voltando, e então elas se levantarão — embora ainda não saibamos como esse despertamento acontecerá.
Metade delas, isto é, as cinco prudentes, vão se levantar preparadas, com luz em suas lamparinas e azeite de reserva em seus vasilhames, pois já adormeceram precavidas. Por outro lado, as cinco néscias ou loucas despertarão totalmente despreparadas e tentarão obter do óleo que pertence às prudentes.
Na linguagem profética, a luz é a Palavra de Deus, que se expressa em Sua lei, conforme o salmista: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho” (Salmos 119:105). Assim, as prudentes guardavam os mandamentos de Deus.
Por conseguinte, o óleo representa o Espírito Santo, o qual só é concedido àqueles que retêm a verdade da lei. Portanto, as igrejas que rejeitam os mandamentos de Deus não possuem o óleo porque lhes falta a luz primordial; por essa razão, as lâmpadas delas inevitavelmente se apagarão.
Se as igrejas estivessem verdadeiramente despertas, testemunharíamos um fervor genuíno e um labor incessante. No entanto, a passividade atual do cenário religioso demonstra de forma inequívoca que elas estão em um sono profundo.
Guarulhos-Sp, 17/10/2026
Oli Prestes
Missionário
oliprest
Enviado por oliprest em 16/10/2026
Alterado em 24/10/2026