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Aprenda a amar e a gostar
É perfeitamente possível aprender a amar e a gostar, e essa é uma tarefa necessária. Mas por que e como fazer isso? Vejamos.

Embora o vocábulo "gostar" seja frequentemente usado hoje como sinônimo de "amar", nem sempre foi assim, pois são conceitos distintos. O primeiro está historicamente relacionado ao sentido do paladar, ao passo que o segundo está ligado ao coração.

É preciso ter essa distinção em mente para não confundir sensação com sentimento, embora ambos possam ser aprendidos e cultivados. Desenvolver o hábito de "gostar" do que é correto propicia hábitos saudáveis para o corpo, enquanto o "amar" de forma verdadeira estende a nossa existência e nos conduz à vida eterna.

Devido a maus hábitos adquiridos, muitas pessoas rejeitam alimentos saudáveis, o que resulta em enfermidades por carência de nutrientes essenciais ao organismo. Essa negligência com o corpo pode encurtar a vida física.

Por conseguinte, também é indispensável aprender a amar, porque o amor procede de Deus, e todo aquele que ama conhece a Deus. Naturalmente, não estamos falando de uma sensação passageira, mas de um sentimento profundo pautado no que é justo e correto. Afinal, essa é a vontade do Criador: que tenhamos em nós o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, o qual, embora sendo Deus, esvaziou-se a si mesmo, assumiu a forma de servo e humilhou-se a ponto de entregar a própria vida pela criação que Ele mesmo projetou.

Entretanto, o amor cristão não pode ser reduzido ao sentimento conforme concebido na esfera puramente humana; ele é uma ação concreta de respeito a princípios e direitos. É por isso que a Escritura afirma: “O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:4-7).

Existem culturas em que os pais escolhem o parceiro para seus filhos desde a infância. Quando esse casal se une pelo matrimônio, eles precisam aprender a se amar mutuamente, construindo um afeto que não nasceu de forma natural ou espontânea, mas que foi cultivado a partir de um compromisso assumido. Isso nos mostra que o amor pode ser aprendido e desenvolvido por meio da escolha e da força de vontade.

Do mesmo modo, é possível aprender a amar a Deus e ao próximo. Essa é a vontade e a regra deixada pelo Criador, que nos exorta pelo Seu Espírito: “Odiai o mal e apegai-vos ao bem”. Ou seja, rejeitai o pecado e escolhei voluntariamente os Seus mandamentos.

Tudo isso só se torna realizável se praticarmos o que o Criador ensina: instruindo-nos e buscando a santidade, a fim de nos tornarmos perfeitos como Ele é perfeito. Portanto, aprenda a amar retamente, para não o fazer de forma equivocada e, consequentemente, perder o direito reservado estritamente àqueles que O amam: a vida eterna.

Guarulhos-Sp, 17/10/2026

Oli Prestes
Missionário
oliprest
Enviado por oliprest em 17/10/2026
Alterado em 23/10/2026


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Imagem de cabeçalho: raneko/flickr